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Reforma Tributária em Fase de Testes: o Que Está em Jogo Quando a Execução Falha

A reforma tributária brasileira tem objetivos legítimos e ambiciosos: simplificar o sistema, reduzir distorções e trazer segurança jurídica para empresas. A aprovação da Emenda Constitucional e o desenho técnico da transição sinalizam uma mudança de grande impacto — e, até certo ponto, positiva.

Mas o início da primeira fase de testes gerais em janeiro de 2026 acendeu um alerta preocupante: sistemas públicos despreparados, instabilidade operacional e falta de respostas claras ao contribuinte.

Um modelo bem desenhado, mas mal implementado

A opção por uma adoção escalonada — com fases de teste, orientação e correção de erros — foi uma escolha acertada da equipe técnica da reforma. Trata-se de uma transição complexa e inédita no Brasil, e o tempo extra deveria funcionar como amortecedor de riscos.

Porém, na prática, vimos o oposto: falhas técnicas graves que colocam em xeque o próprio processo de transição.

Os erros que comprometem a confiança

Empresários e profissionais da contabilidade se depararam com:

  • Sistemas fora do ar ou instáveis;
  • Retornos automáticos com erros sem explicações claras;
  • Falta de integração entre plataformas federais, estaduais e municipais;
  • Ausência de canais de suporte preparados para lidar com dúvidas reais.

Essa situação gera muito mais do que desconforto: desorganiza processos, mina a confiança e alimenta a já existente desconfiança no novo modelo.

A credibilidade da reforma precisa ser sustentada por execução

É compreensível que ajustes sejam necessários em um projeto dessa magnitude. Mas o ponto crítico está no momento em que os erros acontecem: logo no início, quando a confiança do contribuinte ainda está em formação.

A credibilidade de uma reforma tributária não se constrói apenas no texto da lei, mas sim na sua aplicabilidade concreta, nos sistemas que funcionam e na orientação clara ao contribuinte.

Conclusão: ainda há tempo — mas é preciso agir rápido

A reforma tributária pode, sim, representar um avanço estrutural. Mas isso dependerá de uma resposta técnica eficiente por parte dos entes públicos e da manutenção da transparência com quem está na ponta do sistema: os empresários e seus contadores.

Na Follador & Zuanon, seguimos acompanhando cada etapa dessa transição com olhar estratégico e compromisso com nossos clientes. Entendemos que, em tempos de incerteza, clareza e planejamento são ativos valiosos.

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